domingo, 25 de abril de 2010

o que é literatura de cordel




Literatura de Cordel é, como qualquer outra forma artística, uma manifestação cultural. Por meio da escrita são transmitidas as cantigas, os poemas e as histórias do povo — pelo próprio povo.

O nome de Cordel teve origem em Portugal, onde os livretos, antigamente, eram expostos em barbantes, como roupas no varal.

Literatura de Cordel - Os livros são pendurados em barbantes
Origens da literatura de cordel

As primeiras manifestações da literatura popular no ocidente ocorreram por volta do século XII. Peregrinos encontravam-se no sul da França, em direção à Palestina; no norte da Itália, para chegar à Roma; e ainda na Galícia, no santuário de Santiago.


Nesses encontros eram transmitidas as histórias e compostos os primeiros versos, de forma muito primitiva.

O que interessa para nós é que foi dessa forma que surgiram os primeiros núcleos de cultura regional que espalharam-se pela Europa e, posteriormente, pela América.
A literatura de cordel no Brasil

Devido ao atraso da chegada da imprensa por aqui e seu acesso pelo público, as produções literárias de populares tiveram seu apogeu apenas no século XX.

Nossa literatura de cordel é caracterizada, principalmente, pela poesia popular. A prosa aparece muito mais na forma oral, que passa de geração para geração.

Como é uma manifestação muito mais cultural do que intelectual, destaca-se em regiões onde a cultura é mais valorizada e delineada. Aqui no Brasil essas regiões são a Nordeste e a Sul.

fonte:www.lendo.org/o-que-e-literatura-de-cordel-autores-obras/

Vida e obra de Patativa do Assaré




Por Paula Perin dos Santos

Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, nasceu na Serra de Santana, a 18 Km da cidade de Assaré, em 5 de março de 1909. Filho de Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva, família pobre, perdeu o pai aos oito anos, passando a partir daí a trabalhar na roça para garantir o sustento da família.

Logo que ingressou na escola, aos doze anos, passou a escrever poesia e produzir pequenos textos. Quando ganhou uma viola da mãe, aos dezesseis anos, ingressou na arte dos repentes, apresentando-se em saraus e pequenas festividades de sua cidade natal.

O nome “Patativa” surgiu devido à semelhança entre seu canto e o do pássaro Patativa, ave nordestina que possui um canto mavioso e singular, quando o jovem poeta tinha apenas vinte anos. Com um nome artístico, passou a viajar pela região cantando seus repentes e apresentando-se várias vezes na rádio Araripe.

Sua obra tem grande destaque na literatura cearense. Um dos seus poemas mais conhecidos, “A triste partida”, foi cantado por Luiz Gonzaga, rei do baião. O poema fala de uma família de retirantes que, sofrendo com a seca, parte para São Paulo em busca de dias melhores. Tão bem interpretada, que Patativa enaltece o talento do artista:

“A letra e a melodia de “A triste partida” são minhas, mas nada se compara à gravação do rei do baião. A toada ficou muito mais penosa quando ele colocou aqueles refrães: “ai, ai, ai”, acompanhada daqueles: ”meu Deus, meu Deus”. Aquilo é muito belo, é muito mais penoso. (Feitosa, 2003:206)

Sua poesia experimentou as cantorias e seus desafios, o cordel e sua dicção repentista, a alfabetização iniciática e as leituras dos clássicos da poesia universal. Atravessou o limiar dos terreiros para se abrigar nas praças, junto aos feirantes. Invadiu as ondas do rádio e se difundiu na mídia de tal maneira que não há como classificá-lo entre “popular” e “erudito”, “regional” e “universal”, pois o canto de Patativa é eterno e universal (op. cit., p.8).

Patativa do Assaré faleceu aos 93 anos, em 8 de julho de 2002. Contudo, sua memória continua viva no Memorial Patativa do Assaré, na sua cidade natal, Assaré, sul do Ceará. Sua obra tem sido estudada por pesquisadores, professores, fruída nas universidades e fora dela. Também tem sido objeto de estudo de mestre e doutores.

Obras do Autor:
A triste partida;
Inspiração Nordestina (1956); Inspiração Nordestina: Cantos do Patativa (1967); Cante Lá que Eu Canto Cá (1978); Ispinho e Fulô (1988); Balceiro – Patativa e Outros Poetas de Assaré (1991); Cordéis (1993); Aqui Tem Coisa (1994); Biblioteca de Cordel: Patativa do Assaré (2000); Balceiro 2 – Patativa e Outros Poetas de Assaré (2001); Ao pé da mesa (2001).

Fontes
FEITOSA, Luiz Tadeu. Patativa do Assaré – a trajetória de um canto. São Paulo, Escrituras Editora, 2003.

sábado, 24 de abril de 2010

vídeo A Triste Partida

Patativa do Assaré

Morte: falta d'água x violência

Um levantamento feito no dia 22 de março, no Dia Internacional da Água, ONU ( Organização das Nações Unidas), apontou que a água poluida mata mais pessoas que uma guerra.
A poluição de água é um fator bastante grave, pois atinge diretamente a saúde e pode se tornar um estado de calamidade pública daqui uns anos, pois cerca de 1,8 bilhões de crianças com idade inferior a 5 anos morrem todo ano em decorrência da falta de água limpa.
A guerra é um modo errado de resolver problemas políticos e econômicos, pois nesses conflitos cidadãos inocentes morrem instantaneamente pelos armamentos bélicos, porém se formos avaliar os danos causados a população, a aguá poderá trazer grandes sequelas as pessoas e até mesmo danos a economia, uma vez que o Governo deverá despender de grandes recursos para combater os problemas surgidos em decorrência das doenças contraídas.
Enfim, a água é uma necessidade de todos e que pode um dia acabar, se não tomarmos medidas mais rigorosas, iremos morrer desse mal que mata mais do que até a guerra.
Aluno: Matheus 1º colegial E Escola: Allyrio de Figueiredo Brasil


A mulher do vizinho

Fernando Sabino


Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.

O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.

O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fabrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo a ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:

— O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

— Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?

O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.

— Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não e gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?

Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

— Da ativa, minha senhora?

E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

— Da ativa, Motinha! Sai dessa...


Texto extraído do livro "Fernando Sabino - Obra Reunida - Vol.01", Editora Nova Aguiar - Rio de Janeiro, 1996, pág. 872

sexta-feira, 23 de abril de 2010

carta do leitor Eduardo

Caro Editor do Jornal da Tarde

Diante da matéria divulgada no dia 11/08/2009, sobre o caso do macaco-prego que está sendo julgado por roubos, lesão corporal e furtos em Uberaba, na mata do Ipê, resolvi escrever ao jornal para comentar este assunto.
Na minha opnião o macaco tem que permanecer no parque, porque ele está ali desde que nasceu e seria injusto tirá-lo de lá. O macaco ataca as pessoas porque elas estão invadindo o seu território, construindo casas e mais casas, desmatando, e forçando o macaco a ter que procurar outro lugar para viver, assim ele tem que ir para a cidade procurar comida para sobreviver e acaba atacando pessoas.
E para resolver esse problema, as pessoas teriam que parar de desmatar, respeitar o espaço, não invadir o habitat do macaco ou qualquer de outro animal e também cada visitante cuidar melhor de seus pertences, para que o macaco não furte mais nada.

Aluno Eduardo 8ªsérie A Escola: Allyrio de Figueiredo Brasil